Ao fim, pouco se disse –
apenas o necessário:
                aos quinze anos de idade,
                matou-se (não disseram
                que, naquela tarde,
                ouvia Cartola – e lia
                um livro de Bandeira).
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A casa no Grajaú,
encoberta pelas árvores,
só o silêncio abriga.
Morreu já faz três dias.
Chamava-se Joana:
a todos enganava
o sorriso que exibia.
Henrique Marques-Samyn



