A Aracy Cortes

Fazia-se muitas quando cantava
a graciosa estrela brasileira −
senhora rainha, altiva mulata,
santa pagã, tão profana e faceira:
do Catumbi à Praça Tiradentes
ergueu o império em que foi soberana −
ei-la: terrível mestiça, esplendente,
Aracy Cortes: a estrela primeira.

Henrique Marques-Samyn