Numa praça de Quintino

Sentado no banco, sozinho –
as marcas dos anos no rosto.
(A casa, pequena, vazia;
algumas moedas no bolso.)

Cresceu aqui mesmo, em Quintino.
Muitas vezes veio a esta praça –
mas, antes, não vinha sozinho.
(O relógio marca seis horas.)

Não viu quando o tempo passou –
não guarda rancor ou desgosto;
só espera, fitando o coreto,
que passe mais rápido agora.


Henrique Marques-Samyn











(foto de Quintino publicada no jornal "O Globo" em 1968 -- fonte)