Seguem, todos de preto,
desbravando a madrugada
pelas ruas de Botafogo:
alguns levam os rostos tingidos
de branco, a maquiagem pesada –
outros têm calças rasgadas,
coturnos e crucifixos.
Pelas ruas de Botafogo
seguem, silentes, soturnos.
Têm nas sombras sua morada.
Henrique Marques-Samyn



